segunda-feira, 21 de julho de 2008

Quando o luxo vem sem etiqueta...

O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.


Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.

O vídeo da apresentação no metrô está no You Tube:

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Posso ajudar?

Sua gentileza pode transformar o mundo

Por Leandro Quintanilha

A teoria do caos diz que o bater das asas de uma borboleta no seu jardim pode provocar um tornado no outro lado do mundo. A idéia é que um gesto sutil reverbera em outro, que reverbera em outro e assim por diante, até que algo grande aconteça. É nisso que se baseia o Movimento Mundial pela Gentileza (World Kindness Movement) – no potencial transformador das pequenas atitudes. Só que para o bem. O movimento nasceu no Japão, em 1996, num encontro entre vários países com o simpático propósito de deixar o mundo mais amável. Agora, o WKM chega ao Brasil pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida. “É um movimento sem dono”, diz Alberto Ogata, presidente da associação. Para participar não é preciso fazer cadastro nem pagar mensalidades – basta conhecer os princípios da organização (coisas tão simples quanto se lembrar do aniversário de um colega ou dar passagem no trânsito). Voluntários da WKM farão visitas a escolas e empresas brasileiras para estimular o cuidado com os outros no dia-a-dia. Qualquer instituição pública ou privada pode se candidatar, pelo site da associação, a receber uma visita. Tornado, que nada. O bater de asas de uma borboleta pode gerar uma brisa deliciosa.

Para saber mais
NA INTERNET
www.worldkindness.org.sg
- site do Movimento Mundial pela Gentileza
www.abqv.org.br
- site da Associação Brasileira de Qualidade de Vida

www.revistavidasimples.com.br


terça-feira, 20 de maio de 2008

Do elogio

Por Paulo Coelho

Criticar é fácil, porque todos nós sabemos muito bem o que significa falhar em momentos importantes. Quando nos sentimos derrotados, nosso primeiro impulso é provar que não fracassamos sozinhos. Nestes momentos, nada mais fácil que apontar os erros dos outros.

Mas isto não muda o amargo sabor da derrota, nem nos ensina como superá-la. Só conseguiremos vencer os momentos difíceis se formos capazes de ver onde foi que nosso semelhante acertou. Por isso, uma palavra de elogio aos acertos alheios é muito mais poderosa que as famosas “críticas sinceras”.

Quando conseguimos admitir que nosso próximo merece um elogio, estamos abrindo em nosso coração uma estrada de mão dupla - e, em breve, receberemos um elogio de volta.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Fechar os ciclos de vida é espantar os fantasmas

Por Luiz Carlos Cabrera

Todos nós estamos sempre envolvidos simultaneamente em entre 7 e 8 ciclos de vida. Exemplos comuns: você pode estar começando num novo emprego, terminando uma relação, comprando uma casa, trocando de cidade, negociando um aumento, iniciando um curso de música, voltando a freqüentar a academia... Os ciclos estão sempre presentes em nossa vida e em geral podem ser divididos em três fases distintas. A originação, que é quando tudo começa; o processo, que é o desenvolvimento das atividades dentro do ciclo, e a conclusão ou fechamento do ciclo. Os ciclos aparecem tanto por fatores exógenos como por determinação do próprio indivíduo. A experiência de vida acaba por mostrar a cada um quantos ciclos são suportáveis ao mesmo tempo sem que haja o risco de “burn out”, ou seja, de você ter um estresse ou acabar tendo uma sensível queda de performance que o prejudique. É fundamental que você se conheça bem para saber quantos ciclos abertos você consegue conduzir simultaneamente. Outro aspecto muito importante sobre os ciclos é que eles precisam de fechamento. Deixar ciclos abertos por muito tempo, só porque fechá-los exige esforço ou sacrifício, acabará causando um enorme desgaste emocional e físico. Pior ainda é que os ciclos deixados abertos se transformam em fantasmas que virão lhe assombrar em noites de insônia! No escuro do seu quarto, você ouvirá a voz: por que largou o curso de alemão? Por que não perdoou seu amigo? Por que não concluiu sua participação naquele projeto?

Fechar um ciclo não significa exatamente ter de concluí-lo. Muitas vezes, a conclusão de um ciclo não depende exclusivamente de você, daí a importância de NEGOCIAR o fechamento da sua participação. Negociar, a tempo certo, o término de sua atuação no ciclo no qual você perdeu o interesse ou já criou um desgaste é fundamental. Você não pode ser conhecido como uma pessoa que começa e não acaba as coisas. Ciclos deixados abertos ou inertes empacam a sua vida profissional e afetam a sua saúde mental. Feche os ciclos. Espante os fantasmas. Tenha a coragem de fazer a negociação de sua saída quando sentir que o ciclo terminou para você. Não deixe os ciclos ficarem ao tempo, na esperança de que se fechem automaticamente. Eles vão virar fantasmas e, pior, os ciclos inertes que ficam abertos inibem as pessoas de convidá-lo para ciclos mais desafiantes.

Faça uma boa análise, veja os ciclos que você largou abertos, feche-os. Você vai dormir melhor, viver melhor e ter uma performance melhor.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Vença!

Por Lance Armstrong

Ciclista norte-americano, conhecido por ter vencido o Tour de France sete vezes consecutivas (1999-2005), logo após vencer uma dura batalha contra o câncer.

O sofrimento é passageiro,
desistir é para sempre.

terça-feira, 11 de março de 2008

Mude

Por Kenichi Nagahiro, engenheiro-chefe de motores da Honda

Odeie algo, mude algo, faça algo melhor…

segunda-feira, 10 de março de 2008

Do perdão

Por Paulo Coelho

Claro que, muitas vezes, o Guerreiro da Luz sente a espada do inimigo na carne, sente a injustiça do inimigo na vida. Mas ele sabe que o tempo cicatriza estas feridas.

Quando o combate não está sendo muito favorável, os Guerreiros da Luz sabem que existe apenas uma coisa que o tempo não pode curar: o ódio.

O ódio é um Mestre das Trevas, e jamais anda sozinho; adora a companhia de sua noiva, a vingança. Quando este casal senta-se na mesa do guerreiro e começa a aconselhá-lo, o combate está perdido. Porque ele passará a combater em nome do ódio e da vingança, e esquecerá a verdadeira razão de sua luta.

Os Guerreiros da luz são senhores de suas vitórias e derrotas. O ódio não faz parte de suas batalhas. E a vingança não anda por seus territórios.