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sábado, 5 de dezembro de 2015

Turn off


Sometimes you just need
to disconnect and enjoy
your own company.
~ Daily Dose

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

prioridades


"Se você tem
mais do que três
prioridades,
você não tem
nenhuma."
~ Jim Collins

#hsmeducacaoexecutiva

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Tecendo a manhã

"Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos,
De um que apanhe esse grito
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos."
João Cabral de Melo Neto

sábado, 21 de novembro de 2015

Problemas...


"Não temos como
resolver os problemas
usando o mesmo tipo
de mentalidade que
usamos quando
os criamos"
~Albert Einstein

Challenging Your Dreams

Conheça a história do casal que deixou tudo e deu a volta ao mundo!

Foto divulgação: Grace em frente a Land Rover que rodou por mais de 168 mil quilômetros e por 50 países
Saiba mais:
http://challengingyourdreams.com/?page_id=431

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Renascendo!

"Os dois dias mais importantes da sua vida são: o dia em que você nasceu, e o dia em que você descobre o porquê.” ~ Mark Twain

Pela janela, chuva...

Crédito: Luiz Roberto Gomes de Sá

pela janela,
chuva...
pela janela,
grafite...
pela janela,
Paris...

#grafite #kobra

http://eduardokobra.com/

Don't look back!

You simply have to put one foot in front of the other and keep going. Put blinders on and plow right ahead. ~ George Lucas

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O SONHO DOS RATOS

O SONHO DOS RATOS
(de Rubens Alves)

Era uma vez um bando de ratos que viviam no buraco do assoalho de uma casa velha.

Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.

Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: uns queijos enormes, amarelos, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes.

Comer o queijo seria a suprema felicidade…

Bem pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava imensamente longe, porque entre ele e os ratos estava um gato. O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho… Os ratos odiavam o gato.

Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam.

O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro.

Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos. Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. “Quando se estabelecer a ditadura dos ratos”, diziam os camundongos, “então todos serão felizes”.

– O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.
– Socializaremos o queijo, dizia outro.

Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.
Era comovente ver tanta fraternidade.
Como seria bonito quando o gato morresse!

Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre.

E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: “o queijo, já!”.

Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido.

O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco.

Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.

O gato havia desaparecido mesmo.
Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum.

E foi então que a transformação aconteceu.

Bastou a primeira mordida.
Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.

Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto do queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram. Arreganharam os dentes.
Esqueceram – se do gato.

Eram seus próprios inimigos.
A briga começou.

Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas.
E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.

Alguns ameaçaram chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.

O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:

“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado a os ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.

Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando..

Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido. O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato, o olhar malvado, os dentes à mostra.

Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato.


Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.